Resumo
O editorial alerta para a necessidade urgente de adaptação do Atendimento Pré-Hospitalar (APH) brasileiro à nova realidade climática, em que desastres são eventos recorrentes e não exceções. Dados nacionais e globais mostram impactos devastadores: mais de 95% dos municípios foram afetados entre 2013 e 2024, com prejuízos econômicos superiores a R$ 732 bilhões e milhões de pessoas impactadas. Diante desse cenário, defende-se a revisão da Portaria n.º 2.048/2002, que regulamenta as urgências no SUS, para integrar a gestão de desastres às políticas públicas, articulando APH com a defesa civil. Paralelamente, a Avaliação de Tecnologias em Saúde é apontada como pilar fundamental para incorporar ferramentas como drones e inteligência artificial, melhorando a resposta em tempo real. Conclui-se que a formação dos profissionais deve evoluir além dos protocolos clássicos, incluindo habilidades em gestão de crises, comunicação e uso de tecnologias, para construir um sistema de resposta mais resiliente e sustentável.
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