Qualis/CAPES  B1 (2021-2024) Google Scholar   Citations: 922   |   h‑index: 13   |   i10‑index: 25   |   h5‑index: 66   |   h5‑median: 8 Impact: CUIDEN 0.107 RIC est.  SJIF 3.138 (2021)
Perfil epidemiológico dos profissionais de enfermagem na solicitação da isenção de anuidade
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Palavras-chave

Epidemiologia
Bioestatística
Enfermagem
Classificação Internacional de Doenças
Saúde Ocupacional

Como Citar

1.
Silva RM da, Behring LPB, Ribeiro A da S, Jordão AVP de O, Pinto BGO, Fonseca BC, Silva PO da, Marta CB, Souza ACAG de, Carvalho CMSM de, Francisco MTR, Peres EM, Ribeiro R da S. Perfil epidemiológico dos profissionais de enfermagem na solicitação da isenção de anuidade. Glob Acad Nurs [Internet]. 8º de agosto de 2025 [citado 18º de maio de 2026];6(1):e478. Disponível em: https://globalacademicnursing.com/index.php/globacadnurs/article/view/588

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos profissionais de enfermagem que solicitaram isenção da anuidade ao Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro por adoecimento, no período de janeiro a junho de 2025. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de caráter retrospectivo, baseada em 36 requerimentos deferidos. A amostra revelou predominância de mulheres (80,6%) e técnicos de enfermagem (72,3%). Os principais agravos identificados foram: neoplasias malignas (58,3%), AIDS (11,1%) e cegueira (11,1%), além de outras condições graves como tuberculose, doenças autoimunes, neurológicas e degenerativas. Os dados evidenciam o impacto direto das condições laborais na saúde da enfermagem, como exposição a agentes nocivos, jornadas exaustivas e sobrecarga emocional, fatores que contribuem no adoecimento físico e mental. Neste contexto, a Resolução COFEN n.º 749/2024 surge como medida de proteção e amparo, ao garantir isenção da anuidade para profissionais acometidos por doenças que comprometem sua capacidade laboral. No entanto, a resolução, apesar de relevante, não substitui a necessidade de políticas estruturais voltadas à prevenção, valorização profissional e à promoção da saúde ocupacional. Conclui-se que o reconhecimento do adoecimento na enfermagem demanda estratégias mais amplas, que promovam ambientes de trabalho seguros, dignos e humanos.

https://doi.org/10.5935/2675-5602.20200478
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Referências

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